A Miami Art Week começou e com isso incontáveis feiras se espalham pela cidade. Mas mais do que o circuito comercial, há muito para explorar! Além de grandes instituições e museus, Miami também conta com diversas coleções particulares que têm espaços expositivos abertos ao público, especialmente nesta época do ano! Confira aqui o roteiro pelas melhores exposições institucionais e em coleções particulares abertas ao público – uma chance única de ver o melhor da arte em um único lugar!

 

ICA Miami

O Institute of Contemporary Art, Miami, apresenta Judy Chicago: A Reckoning, uma grande mostra retrospectiva de uma artista feminista. A exposição enfatiza a transição iconográfica de Chicago da abstração para a figuração, e explora as maneiras com que a forte voz feminista da artista transforma nossa compreensão do modernismo e de suas tradições. O museu também tem outras importantes mostras em cartaz, como de Robert Gober e Louise Bourgeois.

 

The Bass

O museu, localizado em Miami Beach, apresenta “The Haas Brothers: Ferngully”, a primeira exposição individual do duo em uma grande instituição. Os gêmeos Nikolai e Simon Haas são artistas/designers/produtores criativos baseados em Los Angeles. Seus trabalhos se contextualizam entre a arte e o design, lúdicos e irreverentes objetos e esculturas que misturam utilidade e estética.

 

PAMM

O Pérez Art Museum Miami apresenta duas novas exposições que abrem durante esta semana, além de outras mostras já em cartaz. Desde outubro visitantes têm a chance de ver a incrível mostra sobre a obra de Christo e Jeanne-Claude, Surrounded Islands. Montada em 1983 na Biscayne Bay, a intervenção é um dos mais icônicos trabalhos da dupla. Além disso, o português Pedro Neves Marques traz uma nova exposição de filmes e José Carlos Martinat apresenta a instalação inédita American Echo Chamber. 

 

Faena Festival

O “Faena Festival: This Is Not America” é um evento engajado com a multiplicidade de comunidades e culturas que marcam o cenário da cidade de Miami. O festival toma o lugar a partir de seu papel como porto que recebe migrantes, refugiados e turistas de todo o mundo. This is Not America propõe um novo formato curatorial que ocupa e engaja todo o Faena District e se estende para espaços públicos em Miami Beach como uma plataforma experimental. Confira a programação completa aqui!

 

de la Cruz Collection

No final dos anos 1980, Rosa e Carlos de la Cruz começaram a colecionar arte. Com o tempo, passaram a abrir sua casa com visitas agendadas para que o público pudesse ter acesso às suas obras. Mas logo decidiram construir um espaço para apresentar a de la Cruz Collection, no centro de Miami, em 2009. Neste ano, apresentam a exposição “More / Less: 2018 – 2019”, com uma seleção de nomes de peso do acervo, incluindo Mark Bradford, Dan Colen, Peter Doig, Isa Genzken, Félix González-Torres, Ana Mendieta, Laura Owens, Rufino Tamayo, e Christopher Wool.

 

Rubell Family Collection

Este ano a Rubell traz uma mostra do pintor Purvis Young, falecido em 2010, que passou a maior parte de sua carreira em Miami. A mostra traz uma quantidade significativa de suas pinturas. Além disso, também é possível conhecer as novas aquisições da coleção familiar, como Nicolas Party, Christina Forrer, Alicia Viebrock e Donna Huanca.

 

The Margulies Collection at the Warehouse

A coleção Margulies é uma das mais importantes da cidade. Localizada no Wynwood Arts District, em um enorme armazém, a coleção é exposta em mostras sazonais, e conta também com um projeto educativo e com programas especiais. Há uma mostra permanente com obras de John Chamberlain, Willem de Kooning, Olafur Eliasson, Donald Judd, Anselm Kiefer, Sol LeWitt, Ernesto Neto, Isamu Noguchi, George Segal, Tony Smith e Franz West. Ademais, é possível visitar agora trabalhos de Ibrahim Mahama, Imi Knoebel e Cate Giordano.

 

Moore Building

Por ocasião da Art Basel Miami Beach 2018, a galeria Gagosian e Jeffrey Deitch apresentam “Pop Minimalism / Minimalist Pop”, sua quarta colaboração no Moore Building, no Design District da cidade. A coletiva explora as intersecções e legados de dois dos maiores movimentos artísticos nascidos nos EUA durante os anos 1960: o Pop e o Minimalismo. As obras na exposição enfatizam os pontos em comum nos dois movimentos, suas abordagens conceituais similares, com trabalhos de  Jeff Koons, Adam McEwen, Sarah Morris, e Richard Prince, entre outros.