O trabalho de Marina Hachem se situa entre o desenho, a pintura, o objeto e a ocupação do espaço. Lançando mão de materiais “duros”, que resiste, ao toque, como cimento, arame, tijolos e madeira de demolição, algumas de suas obras tem um aspecto muitas vezes bruto, de ruína – como em A.53 (2017), Estopim (2016) e O Falso Mendigo (2016; ou ainda de esboço e estudo – como visto em peças como Maria Julieta (2016), e Ateliê (2018).

Certas peças acumulam camadas que omitem e sonegam parte da imagem, como se cada pedaço fosse um estrato de um tempo distinto, uma história que é contada a cada nova materialidade. Pequenos desenhos, ilustrações, escritos e rachuras pontuam praticamente toda sua produção, revelando a importância do traço e da figuração em sua pesquisa. Alguns trabalhos apostam em escalas mais ambiciosas, enquanto outros têm dimensões diminutas, talvez íntimas, nos convidando a explorar e descobrir toda a sorte de suportes empregados sobre a tela junto dos personagens e textos crípticos que conseguimos conhecer plenamente.

Marina Hachem nasceu em São Paulo, em 1993. É Bacharel em Artes Visuais pela Fundação Armando Alvares Penteado, FAAP, tendo estudado um semestre na celebrada Central Saint Martins, em Londres. Entre as exposições coletivas de que participou estão: “Et tu, Art Brute?”, Andrew Edllin Galley, Nova Iorque; 47o Salão de Artes Visuais NOVÍSSIMOS, Galeria Ibeu, Rio de Janeiro; “Metanóia”, Galeria Airez, Curitiba; e “Um desasossego”, Galeria Estação, São Paulo. Já realizou uma exposição individual intitulada “Entrelinha”, na Galeria Arte Hall. Também recebeu o prêmio de segundo lugar na 47a Anual de Arte FAAP.

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