Hoje é o último dia da Semana de Arte, evento que reuniu 42 galerias no Pavilhão das Culturas Brasileiras e uma programação paralela de conversas, documentários, eventos e exposições.

Com uma curadoria focada na memória modernista da arte brasileira e no destaque das margens dessa história – artistas mulheres e afrodescendentes – a seleção das galerias incluía um ou dois nomes em cada estande, uma chance de mergulhar na produção e expandir as leituras das obras.

A Semana de Arte teve um número expressivo de artistas mulheres em sua seleção, e o ARTEQUEACONTECE escolheu alguns destaques entre os trabalhos da feira:

1. Letícia Parente – Galeria Jaqueline Martins

A artista baiana tinha diversos trabalhos em vídeo no estande da Galeria Jaqueline Martins. Professora de química, sua produção era essencialmente doméstica, com câmeras portáteis e cenas como pendurar-se dentro do armário pela roupa, pentear o próprio cabelo no espelho e maquiar-se sobre esparadrapos colados no rosto, ou subir na tábua de passar roupa e ter o ferro passado por seu corpo. O estande também trazia obras de Martha Araújo, Ana Mazzei e Regina Vater.

2. Leda Catunda – Celma Albuquerque Galeria de Arte

O estande da Celma Albuquerque Galeria de Arte foi ocupado exclusivamente por obras de Leda Catunda, peças em tecido de aspecto tridimensional e volume. As obras contavam com tecidos diversos padrões e cores, em formas orgânicas de elementos corporais, gotas e células.

3. Anna Maria Maiolino – Arte57

O estande da Arte57 foi inteiramente dedicado a artistas mulheres. Além da gravura de Anna Maria Maiolino, onde se lê o nome da artista entre duas figuras, dois vultos, o espaço também trazia obras de Lenora de Barros (Procuro-me), Tarsila do Amaral (estudos para O Abaporu e A Negra), Jac Leirner, Rosana Paulino, entre outras.

4. Ana Linnemann – Periscópio Arte Contemporânea

As pinturas articuladas de Ana Linemmann foram o grande destaque do estande da Periscópio. “Pintura Alvo” e outras peças de diferentes configurações em placas de cedro conjugadas por dobradiças instigavam o público no espaço a elocubrar sobre as possíveis configurações dos trabalhos.

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