Por ocasião da semana de arte de Paris, que gira em torno da magnífica feira FIAC, o ARTEQUEACONTECE organizou um roteiro especial pelas principais exposições da cidade! Paris este ano traz mais uma série de exposições imperdíveis, com destaque para as 6 mostras listadas aqui. Vem conferir!

 

Centre Pompidou apresenta uma exposição que tem como foco os trabalhos produzidos por Bacon nas últimas duas décadas de sua carreira (de 1971 a 1992). Consiste em sessenta pinturas, incluindo 12 trípticos, em adição à série de auto-retratos, de grandes coleções públicas e privadas. São sei salas expositivas que colocam a literatura no coração da exposição. 

 

Desde que foi transferida para Paris em 1994, a Fondation Cartier vem sendo um espaço dedicado a exposições, conferências e produções artísticas da maior qualidade e ousadia.  Este outubro a fundação apresenta duas exposições. Sucesso de público, a exposição “Nous les Arbres” foi prorrogada até janeiro de 2020. A exposição dá voz a inúmeras figuras que, por meio de pesquisas estéticas ou científicas, vem desenvolvendo uma ligação forte e íntima com as árvores, assim revelando a beleza e riqueza biológica dessas protagonistas do mundo vivo, ameaçadas hoje pelo desmatamento em larga escala. A mostra, que conta com diversos artistas brasileiros, traz desenhos, pinturas, fotografias, filmes e instalações, e tem curadoria de Bruce Albert, Hervé Chandès e Isabelle Gaudefroy.

 

O Monnaie de Paris é responsável pela impressão da moeda francesa desde o ano de 864! O espaço hoje é um museu da moeda, mas também usa suas salas para mostras de arte moderna e contemporânea, e agora traz uma individual de Kiki Smith. Esta coleção única e excepcional reúne quase cem obras de 1980 até o dia de hoje. Os visitantes serão recebidos por duas esculturas nos pátios do Monnaie de Paris e a exposição se espalha em dois andares, cobrindo mais de 1000m2. A exposição abordará os principais temas da obra da artista, incluindo o corpo humano, a figura feminina e a relação simbiótica com a natureza, todos os quais são motivos recorrentes. Os trabalhos expostos no Monnaie de Paris vão refletir a grande diversidade da prática de Kiki Smith e a grande variedade de mídia que ela explora: bronze, gesso, porcelana, tapeçaria, papel e cera.

 

O Beaux-Arts de Paris apresenta uma nova mostra da artista veterana Anna Boghiguian. Seu senso de percepção do mundo sempre em evidência, a artista observa as condições humanas através de trabalhos que são poéticos e políticos. A abordagem cartográfica que ela emprega revela as interações entre indivíduos, culturas e territórios e entre passado e presente.  

 

Palais de Tokyo é um centro cultural dedicado à arte contemporânea que recebe hoje mais de 200 mil visitantes todos os anos. A exposição “Future, Former, Fugitive”, dedicada a uma “cena francesa”, é baseada em uma concepção aberta de colocação territorial – reunindo artistas nascidos na França e outros países, morando na França ou em outros lugares, vinculados provisoriamente ou de forma duradoura a este país – em particular ela foge dos efeitos de uma tabula rasa ditando que uma geração eclipsa a outra. Pelo contrário, ela une “contemporâneos” que hoje dividem este espaço em evolução cm suas fronteiras porosas. Enquanto isso, procura esboçar as rotas de transmissão através das quais esse clima dos tempos é transmitido e que é um respiro de ar puro simultâneamente para os quarenta e quatro artistas ou grupos que aqui foram reunidos. São artistas nascidos entre as décadas de 1930 e 1990, mas todos vivem e trabalham dentro de sua era.

 

Fondation Louis Vuitton, em seu imponente prédio com arquitetura de Frank Ghery, apresenta a importante mostra que retraça o trabalho arquitetônico de Charlotte Perriand, cujas criações pressagiam conversas sobre os papéis da mulher e da natureza em nossa sociedade. Visitantes terão a oportunidade única de se envolver diretamente com um mundo de modernidade graças a meticulosa pesquisa, reconstituições fiéis que incluem trabalhos de arte escolhidos por Charlotte Perriand, incorporando assim sua visão de uma “síntese das artes”. Através desta exposição, o trabalho de Charlotte Perriand nos convida a repensar o papel da arte em nossa sociedade. Mais que um simples objeto de prazer, arte é a ponta de lança de profundas transformações na sociedade de amanhã.

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