Ao longo de sua carreira, Simone Leigh (1967, Chicago) vem contínua e insistentemente focando-se na experiência feminina negra. Na exposição “Loophole of Retreat”, apresentada no contexto da premiação de Leigh no Hugo Boss Prize de 2018, a artista se vale de diferentes camadas de forma, som e texto para criar narrativas de resiliência e resistência. 

Em uma série de novas esculturas, Leigh mistura formas do corpo humano com recipientes domésticos ou elementos arquitetônicos que evocam atos de trabalho e cuidado feminino que passam desapercebidos ou nunca não reconhecidos. Esses trabalhos evocam o antigo arquétipo da estátua nua e o relaciona com as tradições folclóricas da diáspora africana, assim como com as referências históricas que vão desde as esculturas em bronze realizadas no Benin, até a pintura de retratos de Diego Velázquez no século XVII. Essas obras emergem do que a artista chama de um processo de “creolização formal”, incorporando a fluidez cultural que é o legado do colonialismo. As faces das esculturas de bronze criadas por Leigh são representadas sem olhos, enquanto outras obras trazem torsos abstratos feitos de tubos de argila.

 

Simone Leigh, Loophole of Retreat
Visitação:
até 26/10/19; segunda, quarta a sexta, e domingo, 10h-17h30; terça e sábado, 10h-20h
Solomon R. Guggenheim Museum: 1071 5th Avenue, Nova York. Ingressos: US$15.

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