Ativa desde os anos 1950 como artista e desde os anos 1960 como professora no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), Anna Bella Geiger participou das primeiras exposições de arte abstrata no Brasil e é um nome pioneiro na introdução do vídeo e das práticas conceituais no cenário artístico brasileiro.

A exposição Brasil nativo/Brasil alienígena, que abre para o público no dia 29/11 no MASP, e no dia 30 de novembro no Sesc Avenida Paulista, abrange um arco temporal extenso da artista, desde a década de 1960 até os anos 2000. A mostra toma emprestado o nome de uma de suas séries mais conhecidas, Brasil nativo/Brasil alienígena, para apresentar obras que discutem criticamente a história e a realidade social do país, como o passado colonial, a identidade nacional, a representação dos povos indígenas e questões ecológicas, ainda hoje tão atuais, atravessadas por uma perspectiva e narrativa autobiográficas.

A curadoria é de Tomás Toledo, curador-chefe do MASP, e de Adriano Pedrosa, diretor artístico do museu. No MASP, a exposição se insere no ciclo temático “Histórias das mulheres, histórias feministas”, que guia toda a programação da instituição em 2019. No Sesc, a exposição dá continuidade a um relacionamento com a artista que já expôs em diversos projetos da rede. Outro motivo de celebração para o Sesc é o fato de algumas obras de Anna Bella terem sido incorporadas ao Acervo Sesc de Arte Brasileira.

Anna Bella Geiger: Brasil nativo/Brasil alienígena
Curadoria: Tomás Toledo e Adriano Pedrosa
Abertura: 28/11/19, 20h
Visitação: até 01/03/2020; quarta a domingo, 10h-18h (bilheteria aberta até as 17h30); Terça, 10h-20h (bilheteria até 19h30)
MASP: Avenida Paulista, 1578, São Paulo. Ingressos: R$ 40 (entrada); R$ 20 (meia-entrada) – gratuito às terças

Compartilhar