Artistas do Museu de Imagens do Inconsciente estarão na Bienal de Berlim

Abrindo neste sábado, 5 de setembro, a Bienal de Berlim tem um grupo expressivo de artistas brasileiros participantes, sendo o maior número em todas as edições já realizadas. Programada para ter início em junho, o evento foi adiado por causa da pandemia e agora se estenderá até o dia 1 de novembro. Na equipe curatorial, estão María Berríos, Renata Cervetto, Lisette Lagnado (três mulheres latinas) e Agustín Pérez Rubio (espanhol que foi diretor do Malba, em Buenos Aires no período de 2014-2018).

Sob o título The crack begins within (em tradução livre, A rachadura começa dentro) ela busca explorar “as muitas rachaduras que carregamos, as fissuras que nos separam e aqueles que nos unem”, diz um comunicado da curadoria. O título é emprestado de um poema da poeta egípcia Iman Mersal.

Carlos Pertuis, óleo sobre papel, 02/08/1950

A 11ª edição de uma das mais importantes do mundo terá obra de dois artistas que participaram das atividades do ateliê criado pela médica Nise da Silveira no hospital do Engenho de Dentro em em 1946. Esses artistas integram o acervo do Museu de Imagens do Inconsciente, fundado por ela a partir de seu trabalho com os pacientes.

Foram selecionados trabalhos dos artistas fluminenses Adelina Gomes (1916-1984) e Carlos Pertuis (1910-1977). Ao todo, são 22 obras dos dois. “A luta antimanicomial da Dra. Nise da Silveira, que se traduziu na prática do afeto e do calor humano reinante nos ateliês de atividades expressivas, permitiu amenizar a dor psíquica do esquizofrênico, e nos revela a extraordinária potência da criação a despeito de pertencer a vidas danificadas”, ressaltou a brasileira Lisette Lagnado, uma das curadores da Bienal.

Confira aqui todos os artistas que participam da Bienal de Berlim.

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