Conheça 7 livros que falam sobre guerras e Arte

Com os recentes acontecimentos a respeito da Guerra da Ucrânia, listamos 7 livros que falam sobre a relação entre as guerras e a Arte

Tempo de leitura estimado: 5 minutos

A Dama Dourada ou Retrato de Adele Bloch-Bauer, de Gustav Klimt, um dos trabalhos roubados dos judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Recentemente falamos por aqui sobre os saques russos a obras de arte ucranianas e bombardeamentos russos que acabaram por destruir irrevogavelmente não só obras de arte mas o patrimônio histórico e cultural de uma nação. Com o conflito longe de uma solução, as tropas russas continuam mirando seus ataques em localidades de extrema importância. Defendendo de forma inescrupulosa a ilegitimidade da cultura, da identidade nacional e até mesmo da existência da Ucrânia, os russos pró-guerra a batizaram de “País-404” em referência ao código na internet “404 Page Not Found” e estão intencionalmente destruindo patrimônios históricos do país com o objetivo de apagar sua memória e existência. 

Quando este “apagamento” é intencional em uma guerra de forma que a nação que ataca não reconhece nem a soberania do país atacado e muito menos a legitimidade de sua cultura e povo, a arte e a cultura é quem costuma pagar um preço alto demais. Durante a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, em um momento que as investidas nazistas eram carregadas desta intencionalidade “esterilizadora” inerente à teoria da supremacia ariana, houve uma série de saques, pilhagens, roubos e destruição de obras de arte. 

Conheça a nossa lista de livros que discutem e descrevem esses pavorosos eventos históricos relacionados à Segunda Guerra Mundial abaixo: 

1- Os Caçadores de Obras-Primas, Robert M. Edsel

O alvo deste livro de Robert M. Edsel é o trabalho realizado pelos Monuments Men, soldados que tentaram dificultar ou impedir o maior roubo da história cometido por Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Estima-se que Hitler e seus homens tenham se apossado de mais de 5 milhões de objetos culturais. O objetivo era criar o maior acervo de obras-primas do mundo em terras alemãs. De início, o trabalho dos Monuments Men era mitigar os danos cometidos a acervos públicos. 

Com o avanço das tropas de Hitler, o foco voltou-se para a localização de obras de arte móveis e outros itens culturais roubados ou perdidos. O trabalho, iniciado na metade da guerra, em 1943, estendeu-se até 1951. As histórias relatadas no livro baseiam-se em extensa pesquisa em diários de campo, agendas, relatos de guerra e, especialmente, nas cartas escritas pelos soldados às famílias. Edsel também coletou informações em entrevistas exclusivas com os próprios Monuments Men. O livro concentra-se na atuação de oito deles, mas, a partir de suas histórias, o autor traça um amplo panorama do trabalho desempenhado silenciosamente por esses homens e mulheres – ao todo, eles somavam 350 soldados de 13 diferentes países.

2- O Museu Desaparecido, Héctor Feliciano

Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas criaram uma rede destinada ao roubo sistemático de museus e coleções privadas de toda a Europa e à transferência das obras subtraídas para a Alemanha para aumentar os acervos do museu de arte europeu que Hitler planejava formar. Héctor Feliciano teve acesso a documentos recentemente disponibilizados e entrevistou pessoas vinculadas com o espólio, para investigar o destino da arte roubada. Suas pesquisas permitiram localizar mais de duas mil obras desaparecidas e seu livro suscitou uma polêmica internacional sobre este espinhoso tema.

3- Europa Saqueada, Lynn H. Nicholas 

Diante da extraordinária violência que caracterizou a Segunda Guerra Mundial, a História relegou a um plano secundário a pilhagem e a destruição do patrimônio artístico dos países que sofreram a invasão ou a ocupação nazista. Afinal, qual dano imposto aos acervos do Louvre, a muitas catedrais barrocas e medievais, à arquitetura e ao urbanismo de cidades históricas de toda a Europa poderia ser comparado ao horror do Holocausto?

O desejo de conhecer melhor esse lado negligenciado da Segunda Guerra levou Lynn Nicholas a pesquisar em profundidade a violação de obras de arte no período do Terceiro Reich. Este livro, porém, oferece mais do que o relato completo e impressionante da destruição, do desaparecimento e da recuperação de muitas dessas obras. Europa saqueada reconstitui uma face fundamental do nazismo e do heroísmo de todos os que resistiram – e surpreenderá muitos leitores com a importância que a arte e a cultura tinham para os homens daquela época.

4- Salvando a Monalisa, Gerri Chanel

No final de agosto de 1939, quando a guerra ameaçava eclodir na Europa, os curadores do Louvre guardaram o quadro mais famoso do mundo em um estojo especial forrado com veludo vermelho e o enviaram ao Vale do Loire, cerca de duzentos quilômetros ao sul de Paris. Assim começou a maior retirada de obras de arte e antiguidades da história. À medida que os alemães se aproximavam da capital em 1940, os franceses se apressavam para despachar as obras-primas cada vez mais ao sul, vez após vez durante a guerra, cruzando todo o sudoeste da França.

Durante a ocupação alemã, a equipe do Louvre lutou para manter tesouros inestimáveis longe das mãos de Hitler e de seus capangas e para manter seguro o palácio do Louvre, muitas vezes arriscando seus empregos e suas vidas para proteger a herança artística do país. Encorpado por uma pesquisa profunda e acompanhado por fotografias fascinantes daquele período, Salvando a Mona Lisa é uma envolvente história real de arte e beleza e de uma coragem moral notável em face de um dos inimigos mais aterrorizantes da história.

5- A Dama Dourada, Anne-Marie O’Connor 

Este livro escrito pela jornalista Anne-Marie O’Connor narra a história da devolução de uma das obras-primas de Gustav Klimt à sua legítima proprietária. Em 1907, Klimt retratou a jovem Adele Bloch-Bauer, que pertencia a uma poderosa família de banqueiros judeus. Anos mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial, a tela foi confiscada pelos nazistas. Após a guerra, a tela estava sob posse do governo austriaco, na Galeria Nacional de Vienna. 

Entretanto, em 2006, uma senhora chamada Maria Altmann que morava em Los Angeles decidiu travar uma batalha judicial para recuperar obras-de-arte roubadas de sua familia durante a pilhagem nazista, entre as quais figurava o Retrato de Adele Bloch-Bauer, que era tia de Maria. Depois de um extenso processo, Maria recuperou as obras de sua família e pôde herdar o retrato de sua tia. Este livro foi adaptado ao cinema e traz ninguém menos do que Helen Mirren no papel de Altmann.

6- Salvando a Itália, Robert M. Edsel

Depois de Caçadores de obras-primas, adaptado para o cinema por George Clooney, o norte-americano Robert M. Edsel se dedica, em Salvando a Itália, à história de dois curiosos e heroicos homens que se tornaram personagens fundamentais no resgate das obras de arte saqueadas pelos nazistas, durante a invasão das tropas de Adolf Hitler à Itália na Segunda Guerra Mundial. Integrantes de uma tropa inusitada de artistas e intelectuais encarregados de localizar os tesouros culturais usurpados pelo exército alemão, o professor Deane Keller e o historiador Fred Hart se uniram na missão de recuperar nada mais nada menos do que obras do Renascimento, antiguidades do Império Romano e preciosidades do Vaticano, cujo valor histórico, cultural e financeiro é incalculável. 

Graças a esses heróis anônimos, revelados nos livros de Robert M. Edsel, obras de gênios como Michelangelo, Caravaggio, Donatello e Botticelli foram preservadas para a posteridade, sendo exibidas até hoje em museus da Europa. Com acesso exclusivo a documentos de acervos particulares, entrevistas inéditas e extensa pesquisa histórica, Edsel conta como os Caçadores de obras-primas agiram numa Itália dividida, em que museus, monumentos e igrejas estavam no meio da guerra

7- Ladrões de Livros, Anders Rydell

Por último, mas não menos importante, trazemos um livro que ilustra um outro alvo cultural dos nazistas durante a guerra: os livros. Quando decidiu seguir o rastro dos saqueadores de livros do período nazista, o jornalista sueco Anders Rydell lançou-se numa jornada de milhares de quilômetros pela Europa. 
Mas o que de fato desejavam os soldados de Hitler com a pilhagem de livros pertencentes a judeus, comunistas, políticos liberais, maçons, católicos e tantos outros grupos de oposição? Como esse crime literário sem precedentes na história contribuiu para o aniquilamento cultural dos povos perseguidos pelo nazismo? Ladrões de livros – A história real de como os nazistas roubaram milhões de livros durante a Segunda Guerra relata em detalhes os saques efetuados em bibliotecas, livrarias e acervos pessoais no período nazista e mostra, ainda, como um pequeno time de bibliotecários trabalha heroicamente para tentar devolver esses exemplares às vítimas do Holocausto e suas famílias.

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