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“Alegria aqui é mato” na Casa Roberto Marinho

11 dezembro, 2022 @ 12:00 2 abril, 2023 @ 18:00

A exposição “Alegria aqui é mato – 10 olhares sobre a Coleção Roberto Marinho” traz um recorte da coleção do espaço pelos artistas convidados pelo curador Lauro Cavalcanti. A Casa Roberto Marinho é dedicada a exposições envolvendo a sua coleção no campo das artes visuais. Enquanto residência do jornalista, abrigou, ao longo de seis décadas, manifestações de vários setores da criação: peças de teatro, projeções de filmes, apresentações musicais e literárias. Seguindo essa tradição, nesta mostra, em 2022 os participantes não se restringem apenas a artistas plásticos. Ampliou-se o convite a profissionais do cinema, música, teatro, design e arquitetura. Dez expoentes da arte brasileira organizaram os espaços com obras do acervo da instituição dialogando, por vezes, com peças de sua propriedade ou autoria: Adriana Calcanhotto, Antonio Carlos da Fontoura, Fernanda Montenegro, Gabriela Machado, Glauco Campello, José Damasceno, Marcos Chaves, Paulinho da Viola, Victor Burton e Walter Carvalho. Formou-se, desse modo, um pujante conjunto de nossa múltipla e resiliente cultura. No térreo o visitante poderá flanar pelos modos de passar o tempo, apreciar a estética sofisticadamente áspera do Sertão Nordestino, assim como ver e ouvir registros de pintores contemporâneos. No primeiro andar será recebido pela profética alegoria de “Vai Passar”, poderá contemplar as seleções visuais de um músico de ofício, fruir as texturas e escalas da pintura, viver a associação de conceitos entre as obras e penetrar no universo feminino de “Perigosas Motoristas”; após a experiência do olhar do fotógrafo o espectador viverá o momento do texto e a eternidade do artista. O título da exposição surgiu no processo de sua feitura. Na seleção inicial do setor “Tempo Livre”, a cargo de Victor Burton, constava uma fotografia de Hart Preston: um flagrante do carnaval carioca de 1942; ambíguo, ainda que festivo, sobressaía-se nele a palavra “tristeza”. “No lugar de tristeza, escrevemos alegria. Alegria de viver, alegria de criar (título de um projeto de Mário Pedrosa e Lygia Pape para o MAM Rio em 1977). ‘Mato’ na gíria antiga significava abundância. Muita arte, pois, aqui, no Cosme Velho, ela é ‘mato’”, nas palavras de Lauro Cavalcanti. Vale lembrar que a expressão “Arte aqui é mato” foi usada antes como título de um trabalho de Aline Figueiredo sobre arte mato-grossense.

Casa Roberto Marinho

1105 R. Cosme Velho Cosme Velho
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro Brasil
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