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Cadu, Gabriela Albergaria e “A Deusa Linguagem” na Vermelho

7 fevereiro, 2023 @ 02:30 11 março, 2023 @ 19:00

A Vermelho abre o calendário 2023 com três exposições. A primeira é Bando ou Hic Sunt Leones, mostra de Cadu em parceria com Adriano Motta e Paulo Vivacqua (DFTO), Maneno Llinkarimachiq e Virgilio Bahde. Segundo o artista, a mostra representa uma tentativa de negociar as exuberantes e terríveis mudanças pelas quais passamos nos últimos anos. Há a intersecção de ciclos pessoais e coletivos ainda sem explicação, mas o passado mítico, em suas quimeras, se não explica ao menos nos ajuda a conviver com o porvir. A prática de Cadu é marcada por uma abordagem transdisciplinar. Cada projeto emerge segundo características conceituais, não havendo uma pré-eleição de linguagens ou de técnicas. Em seu repertório convivem performances, instalações, desenhos, pinturas, objetos, esculturas e vídeos influenciados por temas ligados a sistemas, à repetição, ao jogo, ao tempo e à circularidade. Suas obras celebram a relação entre o homem e a natureza, entre o racional e o instintivo, entre o caos e o rigor. Por isso, a exposição conta com a participação de vários dos parceiros com os quais Cadu tem desenvolvido suas pesquisas de forma regular. Já Gabriela Albergaria expõe sua produção recente em (…) uma única espécie (…), na forma de um gabinete de desenhos onde figuram trabalhos criados por Albergaria após a uma expedição na Amazônia, coordenada pela botânica da Universidade de São Paulo (USP) Lúcia Lohmann, em 2016, que percorreu os rios Negro e Branco e suas margens. A individual inclui ainda trabalhos criados a partir da visita a outros biomas brasileiros, como o característico da região do cerrado no estado de Goiás, visitada pela artista em 2019, em uma viagem que integrou o processo de pesquisa para a exposição Oréades, apresentada posteriormente na Embaixada de Portugal em Brasília em 2021. Finalmente, a coletiva A Deusa Linguagem reúne obras de 14 artistas que integram o grupo de estudos do Ateliê Fotô, coordenado pelo curador Eder Chiodetto e pela pesquisadora Fabiana Bruno. No segundo semestre de 2022 o grupo foi instado a ver o filme Adeus à Linguagem (2014), do cineasta francês Jean-Luc Godard, para discutir em seus projetos artísticos questões que tangenciam a obra, tais como: o colapso da comunicação, a exaustão das imagens no mundo contemporâneo, o desmonte da lógica racional e a possibilidade de restaurar a poética por meio da montagem e de narrativas não-lineares. A partir dessa proposição, cada artista criou novas imagens ou reviu seu acervo e séries fotográficas para gerar instâncias de problematização da linguagem. As reflexões deram origem a trabalhos com multiplicidade considerável de abordagens.

Vermelho

350 R. Minas Gerais Higienópolis
São Paulo, São Paulo Brasil
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