Exposições discutem como a poesia e os quadrinhos influenciaram Picasso

Mostras no Musée national Picasso-Paris buscam fazer o público conhecer o papel relevante de outras expressões no processo criativo do artista

Tempo de leitura estimado: 2 minutos

É interessante pensar que grandes artistas não se formam apenas por uma linguagem só! É o caso de Pablo Picasso, que se deixou permear não apenas pelo gingado dos pincéis em suas mãos, que deram forma à Guernica e à’ Mulher Que Chora. O artista foi um grande entusiasta das histórias em quadrinhos e também da escrita poética.

Essas duas facetas do espanhol estão em exibição em duas mostras irmãs no Museu Picasso, em Paris. A apresentação dessas facetas, muitas vezes desconhecidas do artista, é parte de uma iniciativa da instituição para fazer com que as pessoas aprendam e explorem como esses fatos intrigantes da vida de Picasso também foram bases que tiveram um papel relevante para o seu processo criativo. As duas mostras haviam sido paralisadas devido à pandemia, mas agora reabrem até o dia 3 de janeiro de 2021!

Além disso, as exposições contam fatos curiosos sobre essas formas de expressão e como Picasso se relacionava diretamente com elas, destrinchando acontecimentos muito divertidos. Por exemplo, como a grande escritora e poetisa americana Gertrude Stein, amiga do artista, guardava histórias em quadrinhos e tirinhas engraçadas de jornais dos EUA para entregar para o ele.

A mostra Picasso et la bande dessinée também destaca o processo autoral do artista com os quadrinhos, experimentando por várias vezes o formato como forma artística. Também vale o destaque para produções de outros artistas dos quadrinhos que incluíram o espanhol e suas produções nas HQs que fizeram, entre eles estão Art Spiegelman e Hergé.

Já em Picasso Poète, a curadoria traz questões tão fascinantes quanto! É sabido que o artista ilustrou livros de poesia de amigos e conhecidos, mas impressiona também conhecer o Picasso que escreveu poesia e ilustrou algumas delas de forma que criasse obras que falavam com palavras e imagens.

Também encanta ver como a caligrafia do artista assumia formas tão sinuosas e que se assemelhavam aos formatos utilizados em suas obras de arte mais conhecidas, dando a essa experiência um valor singular! Aliás, existe até um momento em que a poesia e os quadrinhos se encontram: na biografia em quadrinhos, La Vie Imagée de Pablo Picasso, que tem como autores Benjamin Péret e um dos maiores poetas surrealistas franceses, André Breton.


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