Gabriel Pérez-Barreiro realiza exposição sobre colecionismo por artistas em duas galerias

A exposição coletiva, simultaneamente na Galeria Millan e na Galeria Raquel Arnaud, celebra os diálogos entre as obras dos artistas que participam dela e suas coleções de arte

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Tatiana Blass, Sem título, 2020.

O curador Gabriel Pérez-Barreiro desenvolveu no decorrer dos últimos anos uma pesquisa sobre colecionismo. Um desdobramento dela se encontra agora na exposição coletiva Vício Impune: o artista colecionador, que acontece simultaneamente em duas galerias em São Paulo, Galeria Raquel Arnaud e Galeria Millan, até 30 de outubro. Esta mostra busca trazer à tona um diálogo entre obras dos nove artistas que participam dela e suas coleções, todos eles artistas representados por essas duas galerias.

Barreiro pontua que “as coleções dos artistas podem nos dizer não apenas sobre sua própria prática: o que eles vêem no trabalho de outros que os impacta, mas também estão frequentemente na vanguarda de reconhecer e valorizar fenômenos antes subestimados”. Estão nessa mostra Artur Barrio, Iole de Freitas, Paulo Pasta, Sérgio Camargo, Tatiana Blass, Thiago Martins de Melo, Tunga, Waltércio Caldas e Willys de Castro. O título da exposição é uma expressão utilizada por Willys em um artigo que pblicou.

Sérgio Camargo, Sem título, 1985

Os diálogos traçados na mostra contêm, por exemplo, uma conversa entre obras de Paulo Pasta com Mira Schendel, Alfredo Volpi e Amilcar de Castro, nomes importantes da arte brasileira que são influência para o artista. Já Tatiana Blass e Thiago Martins de Mello possuem coleções que têm uma forte característica afetiva, enquanto Blass dialoga na exposição com obras de seu tio-avô, o pintor alemão Rico Blass, Thiago está em contato com uma coleção de desenhos de seus amigos que também são artistas.

Um conjunto de obras em de arte plumária e cestarias amazônicas pertencente à coleção de Willys de Castro estão em conversa com dois exemplares de esculturas do artista da série Objetos ativos). Essas obras de arte indígena foram reunidas pelo artista entre as décadas de 70 e 80. Por sua vez, as obras que se relacionam com os trabalhos de Tunga revelam o apreço do artista pelos dadaístas e pelos surrealistas franceses. A coleção do artista que está em exibição na mostra inclui quatro gravuras de Marcel Duchamp.

Iole de Freitas, Pés, 1973/2018

Vício Impune: O artista colecionador
Data: até 30 de outubro
Local: Galeria Raquel Arnaud e Galeria Millan (Rua Fidalga, 125 – Vila Madalena / R. Fradique Coutinho, 1360/1416)
Mais informações: www.raquelarnaud.com

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