Para aproveitar melhor este roteiro, a dica é passear a pé. É possível conhecer três ou quatro espaços batendo pernas pelas suas ruazinhas da Vila Madalena e, de quebra, parar para tomar um café ou se aventurar nas lojinhas descoladas.

Comece pela Rua Fradique Coutinho. No número 1855 temos a Casa da Xiclet, espaço que funciona como galeria de arte e residência artística. A casa trabalha com um amplo espectro tanto quantitativamente quanto qualitativamente. São muitos artistas. Enquanto uma galeria convencional trabalha com quinze ou vinte artistas por ano, a casa da xiclet trabalha com quinze ou vinte artistas por mês, e você certamente encontrará algo que te encante por lá.

Seguindo a mesma rua, no quarteirão entre as ruas Purpurina e Wisard, encontramos três galerias em uma mesma calçada. São elas: Fortes, D’Aloia e Gabriel, Blau Projects, e Galeria Milan (e seu segundo espaço, Millan Anexo). Se você tiver pique suficiente para passar pelas três, saiba que terá visto um bom panorama da arte contemporânea. Em seguida, caminhe até a Galeria Raquel Arnaud, na Rua Fidalga, 125. Com quase quarenta anos de existência, esta galeria é uma das mais antigas – e renomadas – do país. Daqui, a próxima parada é a Central Galeria, que costuma expor artistas em início de carreira, com uma produção sempre vibrante.

Para quem ainda tiver pique, a última parada do nosso roteiro é o Instituto Tomie Ohtake. Inaugurado em novembro de 2001, destaca-se por ser um dos raros espaços da cidade especialmente projetado, arquitetônica e conceitualmente, para realizar mostras nacionais e internacionais de artes plásticas, arquitetura e design.

Como homenageia a artista que lhe dá o nome, o Instituto desenvolve exposições que focalizam os últimos 60 anos do cenário artístico, ou movimentos anteriores que levam a entender melhor o período em que Tomie atuou, organizando mostras inéditas no Brasil como Louise Bourgeois, Josef Albers, Yayoi Kusama, Salvador Dalí, Joan Miró, entre outras.

Boa caminhada!

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