“Quando tudo parece tão urgente, e é tão inquietante e dolorido, quais as histórias que realmente precisamos contar?”. Essa foi a pergunta que pairou pelos pensamentos do diretor artístico do Instituto Tomie Ohtake, Paulo Miyada no decorrer da concepção e do desenvolvimento da exposição-processo Aglomeração, uma individual do artista Antonio Henrique Amaral. A mostra começará no dia 28 de junho nas plataformas digitais da instituição para depois ser transposta para o ambiente físico.

Para Miyada, que assina a curadoria da exposição em parceria com o Acervo Antonio Henrique Amaral, exibir os trabalhos do artista se torna importante neste momento, tendo em vista que suas obras têm um conteúdo muito atual. “Quase premonitório”, ele diz, por seu caráter “cáustico, desconcertante, trágico e vistoso”.

Antonio Henrique Amaral, Bocas, 1967 18,5 x 18,5 cm Data:31/01/04 Foto:Rubens Chiri/Perspectiva

O curador completa que ao longo dos próximos meses será produzido e divulgado um vasto material: “Uma resposta sensível às incertezas deste momento em que nos vemos ameaçados por um bestiário de monstros visíveis e invisíveis e um fértil solo para as futuras iniciativas de investigação e apresentação de Antonio Henrique Amaral a serem desenvolvidas a partir de seu vasto legado”,

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