A Whitechapel Gallery, em Londres, apresenta “Killed Negatives: Unseen Images of 1930s America”. Milhares de negativos de fotógrafos norte-americanos foram sistematicamente destruídos durante os anos 1930. Essas imagens perdidas ficaram conhecidas como “killed negatives”, ou negativos mortos. Esse material foi resultado de uma iniciativa do governo dos Estados Unidos realizada entre 1935 e 1944: uma expedição fotográfica para revelar a pobreza rural no país, convidando fotógrafos como Walker Evans e Dorothea Lange para registrar as dificuldades da vida no campo durante a Grande Depressão (período após a quebra da bolsa em 1929).

Porém, o organizador do projeto, Roy E. Stryker, editou o material produzido pela expedição de maneira radical. Os negativos rejeitados eram perfurados, de modo a inutilizar seu uso posterior pelos autores; quando usados para a impressão, resultavam em fotografias com um disco negro pairando sobre os retratados ou no meio da paisagem. A mostra traz impressões feitas a partir desse material e dos arquivos dos fotógrafos, além de incluir artistas contemporâneos que foram convidados a refletir sobre essas imagens e seus significados.

A exposição apresenta trabalhos dos fotógrafos Paul Carter, Jack Delano, Walker Evans, Theodor Jung, Dorothea Lange, Russell Lee, Edwin Locke, Carl Mydans, Arthur Rothstein, Ben Shahn, John Vachon, Marion Post Wolcott; e dos artistas contemporâneos Etienne Chambaud, Bill McDowell, William E. Jones e Lisa Oppenheim.

Killed Negatives: Unseen Images of 1930s America
Abertura: 16/05
Visitação: até 26/08/18; terça a domingo, 11h-18h (quintas até 21h)
Whitechapel Gallery: 77-82 Whitechapel High St, Londres. Ingressos: £12.95