Na Galeria Leme, em São Paulo, Heloisa Hariadne abre sua primeira exposição individual

Mostra que ficará em cartaz até 4 de setembro tem curadoria de Carollina Lauriano e apresenta trabalhos que a artista realizou em 2021, todos inéditos; formato viewing room também está disponível para o público

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Heloisa Hariadne, A força que é me alimentar de você enquanto estou comigo, 2021

Anunciada em junho como nova representação da Galeria Leme, com sede em São Paulo, a artista Heloisa Hariadne irá apresentar sua primeira exposição individual a partir de 7 de agosto na galeria. Sob o título Ouvindo o que é para ser e estar presente nas cores da vida, a mostra tem curadoria de Carollina Lauriano e reúne nove pinturas inéditas em formatos grandes, realizadas pela artista em 2021. Esses trabalhos “partem de uma investigação pelas memórias que o corpo da própria artista carrega”. A exposição fica em cartaz até 4 de setembro e pode ser visualizada também online, em uma viewing room.

Esta exposição, conta Lauriano em seu perfil no Instagram, começou com a ideia de ser uma exposição coletiva, mas acabou culminando em uma individual de Heloisa. “Desde então, foram meses e meses e meses de muitas trocas, acompanhamentos, aprendizados, prazos no limite e muita alegria de poder dividir esse momento com uma das pessoas que desde que a vi chegar carregando uma obra debaixo do braço pra montagem de A noite não adormecerá jamais nos olhos nossos, soube que o futuro dela seria brilhante”, comenta a curadora citando exposição que fez curadoria em 2019 e que tinha a participação de artista.

Nesta mostra, está muito presente uma ideia de memória-corpo que habita o contexto da palavra Yuyachikani, termo de origem Quéchua cujo significado é ‘Eu estou pensando, eu estou lembrando, eu sou o pensamento’. No texto curatorial, a palavra é explicada como definidora do “conhecimento e da memória do corpo, rompendo os limites entre sujeitos pensantes e sujeitos que são pensados”.

Essas três possíveis traduções para a palavra, Lauriano explica, “mutuamente, estabelecem relações de diferenciações subjetivas entre o eu e o outro, ao passo que cada um dos sujeitos são formados a partir de contextos sócio/político/econômicos, traumas históricos e experiências os quais foram/estão inseridos. Dessa forma, começamos a traçar paralelos entre as memórias do corpo e as inscrições históricas que passam a delimitar sistemas de organização de uma lógica de funcionamento do mundo, que, por muitas vezes, inibe uma compreensão individualizada das subjetividades”.

A noção apresentada pelo termo dialoga de forma muito intensa com o trabalho de Heloisa, que usa a pintura como meio de narrar as memórias de seu próprio corpo, que se manifestam em suas investigações artísticas. Essas memórias têm relação com sua ancestralidade, mas também com seus hábitos alimentares, sua conexão com a natureza e com a biologia, caminhos que ela percorre ao se dedicar a uma construção de espaços de liberdade.

Heloisa Hariadne: Ouvindo o que se é para ser e estar presente nas cores da vida
Curadoria de Carollina Lauriano
Data: de 7 de agosto a 4 de setembro de 2021
Local: Galeria Leme e viewing room (Av. Valdemar Ferreira, 130 – Butantã – São Paulo)
Mais informações: https://galerialeme.com/


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