Pedro Saci

por Julia Lima

Pedro Saci começou sua pesquisa em artes visuais no graffiti, tomando a cidade como mídia tanto quanto como assunto e fonte de material. Como estudante de arquitetura, a relação com o espaço urbano sempre foi uma questão para o artista, que começou a desenvolver uma relação muito singular com seu entorno, apreendendo o rápido crescimento da metrópole em paralelo ao bombardeamento incessante (e crescente) de imagens e informações que são despejados nas mais diferentes redes.

Sua produção é profundamente experimental – vai do interesse despertado por algum detalhe visto no chão ou no céu à obsessão do rabisco e do desenho feito em profusão. O artista explora diferentes materiais, principalmente aqueles que podem ser facilmente encontrados pela paisagem urbana. Há uma certa precariedade em parte das obras, feitas de maneira improvisada ou com a incorporação do que se tem à mão.

Nesse sentido, Saci dialoga com alguns aspectos do trabalho de artistas centrais para a expansão dos meios e suportes empregados na arte contemporânea, como Tom Sachs e Cory Arcangel, seja pela incorporação e subversão de marcas icônicas como imagem nos trabalhos, seja pela criação de simulacros que continuam tendo a mesma utilidade do original (ou o mais próximo disso quanto possível), seja pelo emprego frequente de linguagens contemporâneas da internet como gifs e montagens digitais.

Pedro Saci é formado em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade Presbiteriana Mackenzie. É aluno da Escola Entrópica do Instituto Tomie Ohtake, onde frequenta aulas de formação e discussão de trabalhos, aulas teóricas e mentoria com professors. Entre suas exposições estão: Dekmantel Festival, Flag Instalation – “Beyoncè and Jay”; South Main Gallery Vancouver, “Have a Nike day”; Fu Art Gallery Miami, “A walk through non-defined places”, e King Cap São Paulo, “Processos”.

 

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