Uýra e outros três nomes levam Prêmio PIPA

Conheça os artistas vencedores do prêmio, cujas produções trazem desde tecnologia avançada à processos manuais

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Uýra Sodoma
Série Elementar Lama de Uýra Sodoma. Foto: Keila Serruya

O Prêmio PIPA, que vem se consolidando como um dos mais importantes prêmios do país, chega a sua 13ª edição e divulga sua lista de vencedores. Desde o começo da pandemia, o PIPA, que costumava premiar um artista por ano, optou por ampliar o número, contemplando quatro artistas nesta edição. Este ano o Prêmio mantém o modelo adotado na última edição, tendo em vista dois objetivos: priorizar artistas de produção mais recente – que tiveram sua primeira exposição institucional há não mais que 15 anos – e criar uma articulação mais forte entre o Prêmio e o Instituto PIPA.

Os artistas selecionados pelo conselho recebem uma doação de R$20 mil cada e farão uma exposição coletiva no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, de 01 de setembro a 30 de outubro de 2022, além de outra virtual nos sites do PIPA, sendo uma semana destinada para cada um deles durante o mês de outubro.

O curador do Instituto PIPA, Luiz Camillo Osorio, comenta sobre a seleção: “Este conjunto de 2022 mostra um ecossistema artístico bastante complexo, misturando poéticas que remetem a práticas mais artesanais, até o envolvimento radical com a tecnologia. Acima de tudo, vemos nestes artistas um engajamento poético e político com o universo periférico e com uma experimentação ecológica e social que integra o humano a todas as formas de vida proliferantes.” 

Conheça a seguir os artistas vencedores: 

Coletivo Coletores

O coletivo de intervenção urbana é composto pelos artistas e pesquisadores Toni Baptiste e Flávio Camargo. Formado em 2008 na periferia da Zona Leste da Cidade de São Paulo, o duo utiliza diferentes linguagens visuais e tecnológicas para pautar temas urgentes como o direito à cidade e o combate ao racismo e à exclusão.

O COLETORES já realizou projetos junto ao Programa VAI da Prefeitura de São Paulo, PROAC, Bienal internacional de Arquitetura de São Paulo, Bienal de Arte contemporânea de Dakar, Centro Cultural Monte Azul, Centro Cultural da Juventude (Ruth Cardoso), FILE – Festival internacional de linguagem eletrônica, FONLAD FESTIVAL – Festival On Line de Artes Digitais – Portugal, SESC São Paulo, Festival 20 Dimensão – Natal RN, além de ações educacionais em espaços como: Fundação Bienal de SP, instituto Tomie Ohtake, SENAC SP e Universidade Camilo Castelo Branco.

Josi

Josi é natural de Carbonita-MG, no Vale do Jequitinhonha, mas hoje reside na região metropolitana de Belo Horizonte. Formada em Letras pela UFMG, a professora ingressou esse ano na faculdade de Artes Plásticas na Escola Guignard-UEMG. Sua produção une diversos fazeres manuais, desde pintura, desenho e cerâmica, até a lavação de roupa, o fiar, a escrita e a cozinha.

Uýra

Uýra Sodoma é a entidade encarnada pela artista indígena contemporânea, Emerson Pontes. Formada em Biologia e com mestrado em Ecologia, a artista reside em Manaus (AM), território industrial no meio da Floresta. Sua produção consiste em narrar histórias sobre sistemas vivos e suas violações, memória e diásporas indígenas por meio de fotoperformances e performance.

A artista já integrou o Salão Arte Pará (2019), a exposição pelo Prêmio EDP das Artes, Tomie Ohtake (2020), 34ª Bienal de São Paulo (2021), e exposições em instituições na Áustria, Itália, São Francisco, Holanda, França. Neste ano de 2022, ainda participará da Manisfesta! (Bienal nômade da Europa), e apresentará duas individuais, no Museu de Arte do Rio- MAR e no Museu de Arte Moderna – MAM Rio.

Vitória Cribb

A artista carioca, formada pela Escola Superior de Desenho Industrial da UERJ, tem a linguagem 3D como cerne de sua prática. Por meio de diversas criações digitais, como criação de avatares em 3D, filtros em realidade aumentada e ambientes imersivos, Cribb se interessa por investigar conceitualmente os papéis sociais dos corpos negros e femininos, além da relação entre a esfera cibernética e existência natural.

Entre suas diversas exposições realizadas pelo mundo, destacam-se The Silence of Tired Tongues (Framer Framed, Amsterdam, 2022); Oh I Love Brazilian Women (Apexart, New York, 2022); Segue em Anexo (Museu Nacional da República, Brasília, 2022); Futuração (Galeria Aymoré, Rio de Janeiro, 2021); Disembodied Behaviors (galeria bitforms, New York, 2020), The Brazil that I Want (Centre d’Art Contemporain Genève, 2020), Começo do Século (Galeria Jaqueline Martins, São Paulo, 2019).

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