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“SER TÃO” na AM Galeria

23 março @ 10:00 26 abril @ 19:00

Detalhe da obra de Francisco Graciano. Imagem: Divulgação AM Galeria

Seres imaginados nessa terra, mas existentes em mundos paralelos, habitantes de espaços-tempos outros, aquém ou além da realidade ordinária, mesmo quando se encontram dentro desta, são o produto das mãos de artistas do semiárido integrantes da coletiva SER TÃO, que abre no dia 23 de março (sábado), na sede da AM Galeria em São Paulo. 

Em cartaz até 26 de abril, a curadoria de Laymert Garcia dos Santos sobre a coleção de Pedro Olivotto traz cerca de 75 obras de Aislan Pankararu, Antônio José de Dedé, Desali, Inácia Terezinha, Francisco Graciano, Geraldo Cabueta, Jasson, Jerônimo Miranda, Ratinho, Véio e Zé Bezerra. Na abertura, estarão presentes os artistas Ratinho e Zé Bezerra.

Segundo Laymert Garcia dos Santos, “O traço comum a quase todos os artistas reunidos nesta exposição é que eles figuram seres existentes em mundos paralelos, habitantes de espaços-tempos outros, aquém ou além da realidade ordinária, mesmo quando se encontram dentro desta. Portanto, o que aproxima esses artistas é a capacidade ou o dom de possuírem a chave de acesso, de conhecerem a abertura para os mundos dessas criaturas que eles trazem até nós”.

Ou seja, praticamente todos os nomes incluídos na exposição trabalham com figuras e elementos supra-humanos, místicos ou imaginários (à exceção de Geraldo Cabueta e Desali, que utilizam em seus trabalhos a figura humana). Em técnicas como a pintura, a escultura e o objeto, a forma pela qual são materializados esses seres extraordinários é orgânica, apropriando-se muitas vezes de elementos naturais como galhos e troncos. 

Esses seres fantasiosos remetem à imaginação, à visualidade e à matéria-prima do semiárido brasileiro, uma região que em seu relevo e vegetação traz a tortuosidade e a imperfeição da vida que brota nas condições mais estéreis, abrangendo trechos dos estados de Minas Gerais, Bahia, Ceará, Alagoas, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Norte. 

Para além da luta pela sobrevivência no Sertão, vinculada às condições geoclimáticas, as obras da coletiva afirmam a cosmogonia plural e rica desses imaginários diversos, que tomam a fauna e a flora resistentes para subverter sua materialidade. 

Como diz o curador: “Tais mundos são indissociáveis dessas terras, de suas gentes, de suas vidas – é lá que eles existem… Mas a surpresa e o encantamento se intensificam quando nos damos conta da riqueza e da variedade da manifestação. […] Daí a constatação: o que se expõe é o imaginário superlativo das gentes da terra – o Sertão é SER TÃO”.

AM Galeria

Av. Nove de Julho 4865, 1A, Itaim Bibi
São Paulo, SP Brasil
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