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“Pinacoteca Botânica” na Anita Schwartz Galeria de Arte

22 maio @ 10:00 22 junho @ 19:00

Bruno Vilela, Blue Note Trip, 2017​

Anita Schwartz Galeria de Arte convida para a abertura, no dia 22 de maio de 2024, das 19h às 21h, para a exposição “Pinacoteca Botânica”, que tem como obra central a pintura “Thanatos e Eros”, de Yolanda Freyre (1940), um grande painel em óleo sobre lona com quase 6 metros de largura, e 1,20 m de altura, produzida entre 2022 e 2024, e que sintetiza os quase 60 anos de trajetória da artista nascida em São Luís do Maranhão, e, em 1967, no Rio de Janeiro, iniciou sua formação com Ivan Serpa (1923-1973) e Bruno Tausz (1939). Considerada uma das precursoras da performance no Brasil, fez em 1974, no quintal de sua casa em Petrópolis, onde decidiu se estabelecer,“A Hortênsia e a Galinha”, um ato em homenagem aos desaparecidos políticos, como seu próprio irmão, morto pela ditadura brasileira. A importância da natureza para Yolanda – como as hortênsias, flores abundantes em Petrópolis e as montanhas – acompanham seu trabalho.

Em torno desta obra central, a Anita Schwartz reuniu 27 trabalhos, alguns inéditos, de Abraham Palatnik, Afonso Tostes, Bruno Vilela, Claudia Casarino, Claudia Jaguaribe, Claudia Melli, Duda Moraes, Esther Bonder, Farnese de Andrade, Fernando Lindote, Frans Krajcberg, Gabriela Machado, Maritza Caneca, Noara Quintana, Pedro Varela e Rosana Palazyan.

“Yolanda possui uma conexão profunda com a paisagem natural, que transborda sensibilidade. Ao nos apresentar a sua floresta, ela nos convida a conhecer um lugar sagrado, intimamente conectado às suas vivências. A história começa na década de 1970. Em frente à casa onde morou em Petrópolis havia uma montanha, uma presença forte da mãe natureza. Surgiu ali a primeira epifania, Yolanda observou que a montanha mudava de cor conforme a variação atmosférica e o seu estado de espírito: era roxa quando estava afetuosa e cinza quando sorria”, diz Cecília Fortes.

A segunda epifania se deu quando Yolanda Freyre visitou seu sobrinho, que mora em meio à mata atlântica. Ali, Yolanda “sentiu a presença de seu falecido irmão, vítima da violência dos anos de ditadura no Brasil, pai de seu sobrinho”. “A partir desse momento, a floresta se tornou um lugar especial, de conexão e reencontro com seres queridos. Diante da grandeza do acontecimento, Yolanda decide pintar essa mata atlântica e, ao começar, entendeu que para contar sua história era preciso um grande painel para expressar o sentimento”, conta a curadora. “A expressão Nhe’ẽry, usada pelo povo guarani para denominar a mata atlântica, pode ser traduzida como ‘lugar onde os espíritos se banham’. Talvez por essa razão Yolanda incorporou ao painel um grande rio, o rio da vida, à primeira vista uma metáfora de nascimento e morte. E aqui ocorre a terceira epifania: na interpretação budista, a vida é um rio que corre no sentido do mar. E quando chega ao mar, ele não desaparece, ele se transforma, deixa de ser rio para se tornar mar, deixa de ser eu para virar nós”, assinala Cecilia Fortes.

Anita Schwartz

R. José Roberto Macedo Soares, 30
Rido de Janeiro, RJ Brasil
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