A prática de Gabi Celan reside na intersecção entre pesquisa, ensino, experimentação material e discursividade. Suas obras ocupam um espaço intersticial entre objeto familiar, instalação, escultura e máquina, acontecendo no contínuo tempo-espaço. Muitas vezes trabalhando em colaboração com outros artistas, Celan também realiza performances e intervenções das quais resultam fotografias de registro, documentação e vestígios.

Entre as pequenas engenhocas que cria destacam-se obras como “EP8 – 17”, na qual emprega um sistema de automação com tomadas, interruptores, luzes e cabos que se assemelha a equipamentos de segurança ou sinalização; “Maquete: Piscina 2000L + cimento, 2017”, realizada em conjunto com Rafael Chvaicer, que reproduz com baterias um motor hidráulico; ou “Maquete: Ancinho + cinta suspensos, 2017”, também produzida junto a Chvaicer, na qual pequenas barras de cobre penduradas na maquete conduzem energia e se movimentam. Já em instalações de grande escala a artista emprega móveis descartados, ferramentas pesadas, cabos e dispositivos elétricos, sempre ligados na tomada. Seus objetos, por outro lado, operam em uma escala diminuta, quase doméstica, como em “Bar Cacique Maravilha [xícara]”, ou “EPPRUMO – 17”.

Gabi Celan vive e trabalha em São Paulo. É Integrante do Atelier do Centro desde 2012 e bacharel em artes visuais pela FAAP. Além de sua prática no ateliê, Celan também atua como assistente do artista Rubens Espírito Santo e como museóloga do Atelier do Centro. Celan participou de diversas mostras, incluindo a I Mostra do Programa de Exposições 2017 do Centro Cultural São Paulo/ CCSP; Exposição na galeria Fita Tape, 2017; Feira PARTE, 2015; 46°Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba; e 39° SARP – Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional-Contemporâneo. Também participou de diversas residências, como RE-USO na Praça Victor Civita, São Paulo; e Residência no Atelier do Centro em Barcelona – Taller del Clot.

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