Hoje é quase impensável não ter uma presença em redes sociais, e isso também é verdade entre artistas. Entre muitas plataformas e meios, o Instagram parece ser o lugar ideal para quem lida com imagem, especialmente porque pode se desenhar, para além de uma ferramenta de divulgação e expansão de público, como uma continuação das pesquisas artísticas ou até mesmo como o trabalho de arte em si.

Com isso em mente, o ARTEQUEACONTECE preparou uma seleção de perfis artsy para você seguir! Entre artistas brasileiros e estrangeiros, proliferam-se contas muito variadas: bem humoradas, esteticamente deslumbrantes, politizadas… Confira a lista completa abaixo!

 

Cindy Sherman – @cindysherman

O perfil da fotógrafa americana é um must! Sherman vem usando o Instagram desde os primórdios da plataforma como forma de desdobrar seu trabalho em fotografia analógica e digital, apresentando narrativas variadas a partir de personagens que constrói sobre si mesma – seja com próteses ou com filtros de edição.

 

Adriana Varejão – @adrianavarejao

Uma das mais importantes artistas contemporâneas brasileiras tem um perfil super ativo e bastante diverso! Além de postar sobre seu próprio trabalho, é claro, dando preciosos insights sobre seu processo de produção, Varejão também traz fotos de exposições e museus que visita pelo mundo, comenta questões sociais e políticas urgentes do nosso tempo e até às vezes nos dá pequenas amostras de sua vida cotidiana.

 

Bob Wolfenson – @bobwolfenson

Um dos maiores fotógrafos do nosso país tem um perfil bastante ativo no Instagram, compartilhando seus retratos incomparáveis e também paisagens e registros que clica direto com o celular. Quem disse que fotografia, hoje, depende só dos melhores equipamentos? A conta de Bob nos revela o olhar do artista, seja pelas imagens deslumbrantes de capas de revista produzidas em estúdio, seja pelos cliques espontâneos ou até pelas selfies!

 

Omar Victor Diop – @omar_viktor

O artista senegalês Omar Victor Diop foi um dos destaques da mostra “Ex Africa”, apresentada no Brasil nos espaços do CCBB. Os retratos posados que realiza, no entanto, são reconhecidos pelo mundo todo. Diop faz de seu trabalho uma releitura dos estilos coloniais de retratar, ao mesmo tempo que desmonta a narrativa colonizadora para construir outras mais potentes e mais libertadoras. Seu perfil no Insta é uma abundância de cores e texturas do continente africano, referências históricas e high fashion. Imperdível.

 

Amalia Ulman – @amaliaulman

Argentina baseada em Los Angeles, Amalia Ulman produz em diversos meios, incluindo fotografia, vídeo e, principalmente, performance. Em 2014 ficou conhecida por usar o Instagram para ficcionalizar uma crise nervosa – a artista concebeu e executou a performance na própria plataforma, criando uma personagem em três tempos (a blogueira inocente, que se transforma em uma sugarbaby e que por fim sai da clínica de reabilitação doentiamente dedicada ao bem estar), em uma espécie de experimento social-virtual. Finalizada depois de alguns meses, a performance foi revelada para as centenas de novos seguidores que Ulman ganhou no tempo em que encarnou uma proto-influencer (termo ainda não disseminado na época), gerando revolta e muito backlash.

 

Zanele Muholi – @muholizanele

Zanele Muholi foi um dos maiores destaques da última Bienal de Veneza (2019). Suas potentes fotografias em preto e branco de personagens encenadas pela própria artista foram ampliadas e coladas sobre as paredes dos espaços expositivos do Arsenale, quase como papeis de parede – alguns, adesivados sobre as passagens que dividiam as salas da mostra, pareciam grandes homenagens santas ou ícones políticos pairando sobre o público. O perfil de Muholi é lindamente pontuado pelas fotos que produz para essa pesquisa recente, além de imagens de outras séries, como os belíssimos retratos de pessoas trans, lésbicas e gays da África do Sul.

 

Martin Parr – @martinparrstudio

Um dos maiores fotógrafos britânicos da atualidade, Parr tem um dos perfis mais divertidos do Instagram. Trabalhando entre o documental, o comercial e o autoral, o artista usa a plataforma online não apenas para reproduzir imagens atuais que tem realizado em seu estúdio, mas também para criar curiosas e bem humoradas coleções de trabalhos antigos ou menos conhecidos – fotos de carne de frango e peru ou de pessoas comendo aves, por exemplo, foi o tema de uma semana inteira no perfil na época do Natal!

 

Guerrilla Girls

O coletivo feminista Guerrilla Girls faz barulho, causa impacto e gera polêmica na mídia desde meados dos anos 1980. As participantes do grupo, todas anônimas, são hoje reconhecidas por usar as famosas máscaras de gorila que ajudaram a manter o anonimato das fundadoras do movimento. A produção das Guerrilla Girls se potencializou com a internet e, depois, com as redes sociais. Os cartazes irônicos, sarcásticos, pontuados por dados e pesquisas sérias e desenhados com muito escracho já passaram pelo MASP, em 2018, e continuam se espalhando pelo mundo denunciando a desigualdade que atinge artistas mulheres e negras no circuito da arte.

 

Jac Leirner – @jacleirner

Pensem num perfil cool: o de Jac Leirner no Instagram mistura vislumbres de sua vida pessoal, memes hilários, registros de seu processo criativo e de trabalho, além de frequentemente nos presentear com stills de filmes clássicos em cenas bem humoradas e cheias de significado. Os temas e tempos vão desde comentários críticos sobre a arte e o momento político do país, a alusões a feriados e dias festivos, passando por imagens absolutamente nonsense (pelo menos para quem não a conhece, né?).

 

Judy Chicago

Seguindo a onda feminista, Judy Chicago hoje é reconhecida como uma artista essencial na história da emancipação das mulheres artistas. Com sua instalação “The Dinner Party”, produzida entre 1974 e 1979, Chicago foi alvo de duríssimas críticas dos conservadores estadunidenses, mas também pavimentou o caminho para que outras artistas pudessem ter a liberdade de pesquisar e produzir sobre assuntos antes considerados tabu. Hoje Chicago é um ícone do movimento feminista na arte e cuja carreira de mais de seis décadas agora recebe o reconhecimento devido. Judy continua na ativa e recentemente realizou uma bela colaboração com a Dior, e você consegue acompanhar tudo no perfil da artista!

 

Verena Smit – @verenasmit

A jovem artista brasileira já figurou na seção Aposta do ARTEQUEACONTECE. Conhecida por produzir obras muitas vezes pensadas para a plataforma do Instagram, Smit vem expandindo seu campo de atuação – realizou uma exposição em Nova York em 2018 e em 2019 expôs trabalhos no CCSP, em São Paulo. Nos trabalhos offline, Smit explora gestos que modificam usos e funcionalidades de objetos ordinários, como rolos de papel higiênico, envelopes, quebra-cabeças, utilitários etc. Nos trabalhos online, os jogos de sentido operam no campo da linguagem, usando as incoerências e falhas do meio digital, como o autocorretor ou as sugestões de palavras na escrita no celular.

 

Martin Creed – @martin_creed

Se você quer dar boas risadas, o perfil do artista britânico Martin Creed é follow obrigatório! Creed ganhou o Prêmio Turner em 2001, e vem expondo em todo o mundo. Sua produção é multifacetada e multimídia, muitas vezes incluindo falas públicas, música ao vivo, dança, palavra escrita, etc. O artista é um personagem bastante excêntrico, e suas fotos incluem cliques nonsense, muitas selfies com roupas estranhas e vídeos e mais vídeos falando e fazendo bobagem.

 

Olafur Eliasson – @studioolafureliasson

Com quase 500k seguidores, Olafur Eliasson é, talvez, um dos nomes contemporâneos mais populares e mainstream. O perfil no insta é do estúdio do artista, dedicado principalmente a suas obras, mas também pontuado por trabalhos de outros criadores. Conhecido por misturar ciência, natureza e arte, Olafur também usa a plataforma para debater questões ambientais – como o aquecimento global; questões políticas e sociais – como a crise dos refugiados na Europa; e, é claro, artísticas.

 

Ai Weiwei

O artista chinês é uma celebridade no mundo da arte mas também no reino digital. Com mais de 500K seguidores, Ai Weiwei fez do Instagram uma espécie de continuação de seu trabalho, usando a rede até quando estava sendo detido pela polícia – imagem que depois se desdobrou em diversas obras. Seu perfil é também uma grande plataforma para o ativismo, usado para denunciar a violência nos protestos em Hong Kong ou para circular imagens dos campos de refugiados, por exemplo.

 

Amoako Boafo – @amoakoboafo

O artista de Gana Amoako Boafo foi uma das grandes revelações da Art Basel Miami Beach 2019. Do ano passado para agora o número de seguidores do artistas se multiplicou exponencialmente. O perfil de Boafo traz principalmente imagens de suas potentes pinturas, em sua maioria retratos de pessoas negras. Alguns dos seus retratados são ícones da arte e da música negra, como Jean-Michel Basquiat, Tupac e Toni Morrison  – as pinturas são feitas usando também os dedos, além de pincéis, o que é possível constatar nos vídeos do artista trabalhando em seu ateliê.

 

Daniela Avelar – @daniela.avelar_

Outra Aposta do ARTEQUEACONTECE, Daniela Avelar tem um perfil no Instagram que funciona como trabalho, como obra. Em suas pesquisas artísticas e acadêmicas, a artista vem explorando os significados, sentidos e possibilidades da cor branca, o que a levou a transformar sua conta em uma experimentação com a própria plataforma. A tonalidade predominante do perfil é, obviamente, branca, mas Daniela também explora as descrições da cor em palavras que encontra em poemas, entrevistas, mensagens, filmes e qualquer outro lugar que a inspirar.

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