Faleceu ontem, em Los Angeles, aos 88 anos, um dos mais importantes artistas conceituais do nosso tempo: o californiano John Baldessari.

Nos anos 1960 Baldessari ficou conhecido pela irônica série “What Is Painting” (O que é pintura?), na qual impunha ao espectador a pergunta sobre o que esperamos da arte e, principalmente, da pintura – as telas era monocromos beges, com palavras e frases escritas de maneira tão precisa que pareciam impressas mecanicamente.

O bom humor e a ironia sempre foram marcas presentes em sua produção como, por exemplo, na cremação que ele realizou na década de 1970, queimando obras figurativas que antecederam o conjunto revolucionário de “What Is Painting”, como se anunciasse a morte do artista que fora um dia e renascesse das cinzas (que ocuparam mais de 10 caixas e foram usadas na massa de biscoitos e outras comidas expostas no MoMA, em Nova York, em 1970).

O mundo da arte perde um nome central na expansão da arte conceitual e, especialmente, no ensino de arte nos Estados Unidos. Baldessari atuava como professor há anos na CalArts, onde formou nomes como Matt Mullican e Tony Oursler, Liz Larner e David Salle.

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