Obras que você tem que ver na UNTITLED Online

A UNTITLED Art Fair, conhecida por acontecer simultaneamente a outras importantes feiras em cidades ao redor do mundo, irá lançar sua primeira edição virtual nesta semana, entre 31 de julho e 2 de agosto.

É a UNTITLED, ART Online, que acontece durante três dias em uma plataforma criada junto com a Artland, empresa especializada em criação de exposições em 3D! A edição da feira irá contar com uma tecnologia de realidade virtual que promete revolucionar o mundo das feiras digitais. A iniciativa promete tornar tudo mais “vívido, realista e memorável”.

Preparamos uma lista de obras imperdíveis para você ver na feira!

Vik Muniz, Repro: Musee d’Orsay (Rochefort’s Escape, after Manet), 2016

Única galeria brasileira entre as participantes, a Galeria Nara Roesler, que tem sede em São Paulo, Rio de Janeiro e Nova York, destina seu estande todo para apresentar nesta edição online da feira uma seleção de obras do artista Vik Muniz. São obras obras que visualmente remontam paisagens, mas que são praticamente um quebra-cabeças feitas com pedaços d outras imagens, manipuladas para recriar a natureza. Muitas delas são recriações que pegam emprestado as marcas visuais de outros artistas, como Manet e Van Gogh.

Marc Camille Chaimowicz, Rimbaud in Abyssinia, 1991

O artista Marc Camille Chaimowicz se utiliza da poesia e da filosofia para criar algumas das obras que estão presentes no estande da galeria Andrew Kreps! As figuras em papel têm como base as aventuras do poeta Arthur Rimbaud na Etiópia, que era chamada muito anteriormente de Abyssinia. Para entender mais sobre o trabalho do artista, é interessante ler texto escrito pelo crítico de arte Stuart Morgan, onde ele aponta um trecho do filósofo Albert Camus sobre a passagem de Rimbaud por esse lugar, uma frase chama a atenção: “Se Rimbaud morre na Abissínia sem ter escrito uma única linha, isso não ocorre apenas porque ele prefere aventura ou renunciou à literatura. É porque ‘é assim que as coisas são’ e porque, quando atingimos um certo estágio de consciência, finalmente reconhecemos algo que cada um de nós, de acordo com nossa vocação específica, procura não entender”.

Marielle Plaisir, D. Dandridge, 2020

Representada pela galeria TAFETA, que tem sede em Londres e em Lagos, a artista e ativista franco-caribenha Marielle Plaisir é uma voz para se ouvir sobre o colonialismo e sobre a dominação dos povos, pensando também nas questões em torno das violências simbólicas, tendo como base a fisolofia, a história e a sociologia. Os trabalhos da artista que a galeria apresenta na feira exploram os conceitos de narrativas sobre dominação e construção de identidade.

Matthew Burrows, Sleepscape, 2019

O artista inglês Matthew Burrows ganhou bastante destaque nesse período de isolamento social ao propor a criação de um novo tipo de economia para ajudar os artistas a sobreviverem nesse momento, ação que ficou conhecida como Artist Support Pledge. Além desse pensamento de bem estar coletivo, o que vale muito destaque é o trabalho impressionante dele! Suas pinturas abstratas estão no estande da Vigo Gallery na UNTITLED.

Nicolás Guagnini, The Four Discourses, 2017.

O artista argentino Nicolás Guagnini terá trabalhos me exposição no espaço da galeria Bortolami! Entre a pintura, a escultura e a arte conceitual, o artista tematiza muito as questões em torno das preocupações trabalhistas e do capital. Para isso, ele utiliza muito de conceitos filosóficos, econômicos e da psicologia. Na obra Four Discourses, por exemplo, o artista faz referência à teoria de Aristóteles das quatro formas discursivas: a poética, a retórica, a dialética e a analítica.

TR Ericsson, Mother, 2014

Marcado por uma tragédia pessoal em 2003, o suicídio de sua mãe, o artista T.R. Ericsson passou a produzir diversos trabalhos que faziam referência à figura materna. O artista passou a acumular um arquivo, entre fotos, objetos, escritos, que tinham alguma relação com sua mãe. Além disso, ele passou a realizar alguns trabalhos nos quais se utiliza de um processo de serigrafia que mistura as cinzas funerárias de sua mãe na impressão. É uma escolha ritualística muito orgânico que pretende dar vitalidade a essas cinzas, eternizando esse corpo, fazendo com que fique presente no mundo. O estande da galeria Harlan Levey Projects é totalmente dedica ao trabalho de Ericsson.

Sarah Al Mehairi, Building Blocks 2, Series 4, 2019

As abstrações geométricas da série Building Blocks, da artista Sarah Al Mehairi falam muito sobre a noção de pertencimento, pensando em sua ida de Abu Dhabi, onde nasceu, para Nova York, onde foi estudar. Seus trabalhos discutem “as construções culturais e sociais das práticas artísticas tradicionais”, mas esse tipo de construção também é discutido a partir de um olhar antropológico e sociológico pelo oriente e o ocidente. Os trabalhos da artista podem ser vistos no estande da galeria Carbon 12.

Shannon Ebner, Y STRIKE \ STRIKE, 2013

Os limites e as fronteiras entre a imagem e o texto são questões recorrentes na prática artística da artista Shannon Ebner. Existe uma “arquitetura formal” e até mesmo uma espécie de “estrutura óssea” que se formam nas palavras e nas tipografias com as quais ela trabalha. As imagens em fotografia e em impressões diferentes fundem unidades legíveis em estruturas aparentemente ilegíveis e até mesmo abstratas. Em Y STRIKE \ STRIKE, presente no estande da galeria Altman Siegel, isso está muito bem expresso!

Eduardo Terrazas, Possibilities of a Structure: Cosmos 1.1.194, 2020

O estande da galeria dinamarquesa Nils Stærk prometeu reunir artistas que têm em comum o fato de se entregarem à “exploração da abstração como uma idéia formal e uma referência”. Desta forma, reuniu trabalhos de Darío Escobar, Eduardo Terrazas, Gardar Eide Einarsson e Mads Gamdrup. Referência no pioneirismo da arte contemporânea no México, Terrazas tem no estande da galeria uma obra que fala sobre as estruturas, algo essencial para compreender seu trabalho, que flerta bastante com o design, a arquitetura e o urbanismo!

Matías Duville, Un Animal, 2016

A natureza e seus elementos são temas bastante fundamentais para compreender o trabalho de Matías Duville. Colocando os animais, as formas geológicas, fenômeno climáticos e as plantas como elementos centrais em seus trabalhos, ele atesta a importância de se refletir sobre as questões em torno do meio ambiente, dos ecossistemas, etc, para a manutenção da vida. Un animal pode ser vista no estande da Galeria Revolver.