Playlist AQA: Maya Weishof

Seleção da artista, que apresenta individual na Galeria Simões de Assis, vai da dramaticidade mexicana de La llorona, na voz de Chavela Vargas, a músicas eletrônicas dançantes!

Chegamos à 30ª playlist da nossa seção musical! Desde o início da pandemia da Covid-19, buscamos nossa formas de aproximar o público da arte e também dos artistas ao longo do período de quarentena. Nesse sentido, a vontade do ARTEQUEACONTECE de realizar uma seção de playlists na qual os artistas compartilhassem conosco as músicas que fazem sua vida, seja na hora de criar suas obras ou simplesmente por uma relação afetiva, tomou forma. Hoje somos 30!

Para esta marca, convidamos a artista Maya Weishof! Nascida em Curitiba em 1993, ela se graduou em Artes Visuais pela Universidade Federal do Paraná, tendo começado sua produção em 2011, mas já somando um conjunto de trabalhos muito substancial e impressionante, especialmente com suas pinturas. Até o dia 31 de outubro, inclusive, ela apresenta a individual Espelho Espanto na Galeria Simões de Assis, reunindo pinturas e desenhos em grafite, em São Paulo.



Para a seleção musical que fez para o AQA, Maya escolheu músicas que ela gosta de ouvir durante o trabalho, enquanto pinta, especialmente as que tem curtido ouvir nos últimos tempos e um pouco das carrega consigo há bastante tempo! “São músicas que de alguma maneira me comovem tanto por questões de ritmo quanto pela letra”, ela conta.

Maya Weishof, Inferno Tropical, 2020

Ela aponta como um destaque da playlist La llorona, de Chavela Vargas, que desperta nela uma sensibilidade muito forte. A música parte de uma lenda mexicana antiga e teve a maioria de seus versos escritos durante a revolução mexicana. A canção evoca várias interpretações sobre seu significado, todas bastante emocionantes, e teve várias versões gravadas, sendo a de Vargas uma das mais conhecidas.

Ao mesmo tempo, Maya escolheu algumas músicas com uma pegada mais eletrônica que gosta de ouvir: “Eu oscilo entre ouvir músicas mais animadas para trabalhar e músicas mais comoventes”, comenta. “Para mim, é importante estar ouvindo alguma coisa para pintar, bem como às vezes o silêncio também é importante”.