A Tate Modern anunciou na semana passada os nomes dos 3 artistas que participarão do novo ciclo BMW Tate Live deste ano: Faustin Linyekula, Okwui Okpokwasili e Tanya Lukin Linklater. Estes são artistas que usam o corpo de maneiras diferentes para explorar a história, a herança cultural e as possibilidades narrativas, e que criarão dez dias de apresentações ao vivo e instalações específicas para os tanques subterrâneos da Tate Modern. A mostra será inaugurada em 20 de março de 2020, marcando a 4a edição da BMW Tate Live, programa que faz parte do inovador projeto do museu.

Faustin Linyekula (n.1974) combina teatro, dança e música para articular suas experiências de tensões sócio-políticas na República Democrática do Congo. Imaginando o corpo como um arquivo, o artista trabalha com um círculo de colaboradores para expressar fisicamente os legados traumáticos do colonialismo e a agitação da história da RDC desde a independência.

Okwui Okpokwasili (n.1972) explora a colisão de memória e presente em suas performances duracionais, ativando instalações projetadas por seu parceiro Peter Born. Criadas no Bronx, Nova York, as performances intensamente físicas de Okpokwasili tornam visíveis as experiências de mulheres de cor, às vezes baseadas em suas raízes nigerianas.

Tanya Lukin Linklater (n.1976) usa performance, poesia e instalações para chamar a atenção para as histórias indígenas. Originária de duas comunidades no arquipélago de Kodiak, no sudoeste do Alasca – as Aldeias Nativas de Afognak e Port Lions – Lukin Linklater se baseia em interações com sua família, conhecimento indígena e experiências Alutiiq e Cree para informar seu trabalho.

Cada artista levanta questões sobre memória compartilhada, visibilidade e a relação entre cultura material e tradição imaterial, desafiando o que essas idéias significam no contexto de um museu de arte moderna. Esta exposição de dez dias envolverá apresentações noturnas, bem como instalações que podem ser visitadas gratuitamente durante o horário do museu.

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