Após seu adiamento em quase um mês para cumprir as medidas de segurança contra o novo coronavírus, a XXI Bienal Internacional de Arte de Cerveira, em Portugal, será iniciada no próximo sábado, 1º de agosto. Ela tem como tema a ideia de Diversidade e investigação. O evento, que tem sido visto como um dos maiores acontecimentos no mundo das artes visuais no país, terá tanto uma edição física quanto uma edição digital, que permitirá que visitantes cheguem do mundo todo sem precisar se deslocar.

Com direção artística de Cabral Pinto, a bienal apresentará 92 obras de 80 artistas, sendo eles de 16 países. Nessa lista, entre os representantes do Brasil estão, no setor Concurso Internacional, nomes como Bruno Novaes e David Magila. Já participando do setor Convidados, estão nomes como Erika Malzoni e Deborah Engel.

Obra da série Cartilha, de Bruno Novaes, 2019. São 5 trabalhos da série na bienal.

A Bienal de Cerveira é a mais antiga do país e acontece na Vila Nova de Cerveira e, em 2020, acontecerá até o dia 31 de dezembro. É também a bienal mais antiga da Península Ibérica no geral, atraindo muitos visitantes todo ano. Todo o programa (composto por exposições, conferências, intervenções artísticas) está sendo mantido, a diferença é que agora ele é colocado em duas plataformas (a física e a virtual).

A edição presencial dela acontece com várias recomendações de segurança, com respeito ao distanciamento social e outras precauções sanitárias para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. Portugal registrou um aumento do número de casos de infecções e mortes por coronavírus na última semana, depois de dois meses com os números em baixa.

Obra de David Magila, intitulada “Frequentes Conclusões Falsas 34”.