Desde 2016, o MASP desenvolve seus programas a partir de diferentes Histórias. Depois de Histórias da infância (2016), Histórias da sexualidade (2017), Histórias afro-atlânticas (2018) e Histórias das mulheres, histórias feministas (2019), o MASP anuncia os eixos temáticos dos próximos anos. São eles: Histórias da dança, em 2020; Histórias indígenas, em 2021; Histórias do Brasil, em 2022; Histórias da ecologia, em 2023; Histórias da diversidade, em 2024; e Histórias da loucura e do delírio, em 2025.

Em 2020, o museu dedicará o tema às Histórias da dança, que servirá de base às atividades de mediação e programas públicos, como palestras, cursos e oficinas, e às mostras monográficas de Hélio Oiticica, Trisha Brown, Senga Nengudi, Mathilde Rosier, Edgar Degas e Beatriz Milhazes, além de uma coletiva internacional homônima ao eixo curatorial.

O ciclo Histórias da dança se insere no debate atual sobre a presença de corpos em movimento em instituições de arte. A discussão deu forma aos seminários preparatórios para o eixo, realizados pelo MASP neste ano e no ano passado. Um terceiro será realizado em fevereiro de 2020, com curadores, artistas e acadêmicos. O ciclo temático, como o debate que o alimenta, evidencia as estreitas relações, cruzamentos e diálogos entre artes visuais e dança.

A exposição coletiva que levará o título do eixo curatorial foi concebida a partir de questões de base dentro desse diálogo. “O projeto busca, a partir das artes visuais, propor uma reflexão sobre o que é dança e quais corpos dançam. Que corpos são esses e o que os move?”, diz Olivia Ardui, curadora assistente e uma das responsáveis pela curadoria da mostra, ao lado de Adriano Pedrosa, diretor artístico do museu, e de Julia Bryan-Wilson, curadora-adjunta de arte de moderna e contemporânea. A exposição trará pistas para pensar as diferentes implicações do que é dançar: dançar para ser, dançar para lembrar, dançar para resistir e (r-)existir.