10 artistas brasileiros que retrataram o carnaval

O carnaval está começando e o ARTEQUEACONTECE vai cair na folia com esta lista de 10 artistas brasileiros que representaram a Festa da Carne em suas obras! Vem pro samba com a gente!

 

1. Tarsila do Amaral

Depois de um período estudando em Paris, Tarsila do Amaral retornou ao Brasil logo depois dos acontecimentos que fundaram oficialmente o movimento moderno no país – a Semana de Arte de 1922. Ao aproximar-se dos artistas desse círculo, conheceu Oswald de Andrade, que tornou-se seu companheiro até a década de 1930. Juntos, fizeram várias viagens pelo país, retratando o subúrbio do Rio, o interior de São Paulo, as paisagens de Minas. No meio dessas viagens, registrou um belo episódio carnavalesco em Madureira.

 

2. Heitor dos Prazeres

 

3. Emiliano Di Cavalcanti

Nascido no Rio, Di Cavalcanti veio para São Paulo estudar e integrou-se ao grupo de artistas que foi responsável pela Semana de Arte Moderna de 1922. Mas em seu trabalho sempre retratou as paisagens, as comunidades, os morros e as festas populares da capital fluminense. Entre o subúrbio e o samba, Di também retratou cenas de carnaval, como nessa pintura de 1965, já uma fase madura do artista.

 

4. Carybé

Nascido na Argentina, Carybé se fixou na Bahia desde a década de 1950. Suas obras sempre foram marcadas por um traço muito gráfico, e seus assuntos de escolha sempre foram ligados ao local que escolheu como sua terra. Pescadores, ambulantes, lavadeiras e outros personagens recorrentes de Salvador foram retratados em seus trabalhos, seja em representações históricas, em cenas populares ou até em padrões mais abstratos.

 

5. Cândido Portinari

Cândido Portinari ficou muito conhecido por representar as festas populares do interior do estado de São Paulo, principalmente as festas juninas e alguns rituais religiosos – procissões, missas. Mas também teve a sua retratação do Carnaval do Rio de Janeiro, com a obra “Carnaval”, de 1960. A pintura meio abstrata, meio figurativa, mostra o desfile de um bloco carnavalesco na capital fluminense, com elementos típicos da cena – músicos, fantasias, uma porta bandeira e as tradicionais baianas.

 

6. Hélio Oiticica

Um dos artistas mais importantes da história da arte brasileira, Hélio Oiticica sempre teve uma relação muito próxima com o carnaval, principalmente depois do estreitamento de sua relação com o morro da Mangueira – o artista inclusive se tornou passista da escola. Os seus parangolés surgiram também dessa conexão. Quando Hélio tentou apresentá-los pela primeira vez no MAM do Rio de Janeiro, na abertura da exposição Opinião 65, foi proibido de entrar no museu com outros passistas para realizar a ativação. No final, Hélio e os membros da escola ocuparam o jardim e o vão inferior do museu, em uma grande festa afrontosa à rigidez da instituição. Em 1980, ano de sua morte, o artista propôs Esquenta pro Carnaval, no Morro da Mangueira, sua última obra.

 

7. Guy Veloso

Desfile da Escola de Samba Portela, 2007. Digital. Guy Veloso

O artista paraense Guy Veloso retrata em fotografias cenas de êxtase e penitência, liberação e contrição, com belas imagens saturadas e cheias de movimento. Seus principais objetos de pesquisa são as festas populares, primeiro de Belém – como o Círio de Nazaré – e depois do resto do território brasileiro, como o Carnaval carioca. Além disso, Guy também registra com maestria rituais religiosos de matrizes afro-brasileiras, arquitetura popular, espetáculos de dança, sempre focando no corpo, no transe, e na transformação.

 

8. Beatriz Milhazes

Suas pinturas coloridas e floreadas já evocam a tropicalidade e a luz singular do Brasil. Mas no saguão do Jewish Museum, em Nova York, a artista realizou uma instalação especificamente em homenagem ao Carnaval, festa que marca anualmente sua cidade natal do Rio de Janeiro. As obras de Beatriz Milhazes evocam grandes lustres, ao mesmo tempo que cada objeto brilhantes e reluzente remete elementos decorativos dos carros alegóricos usados nos desfiles das Escolas de Samba, nas fantasias dos foliões e na ornamentação dos bailes e festas.

 

9. Cao Guimarães 

  

Após o carnaval, no ocaso melancólico de uma Quarta-Feira de Cinzas, as formigas começam sua festa profana, multicolorida, ao ritmo de samba em caixa de fósforo. Essa é a descrição do vídeo de Cao Guimarães, de 2006, no qual formigas transportam de um lado para outro, até o formigueiro, pequenos confetes coloridos e metálicos, parte da ressaca de carnaval. O trabalho é profundamente poético e transmite de maneira contundente a nostalgia do fim da festa da carne.