Coleção Andrea e José Olympio Pereira tem mostra com 40 anos da arte contemporânea brasileira no CCBB-RJ

Exposição com panorama de 1981 a 2021 tem curadoria de Raphael Fonseca, reúne 119 obras de 68 artistas e estará em cartaz até o dia 26 de julho

Jaider Esbell, De onde surgem os sonhos, 2021. FOTO: Rafael Chvaicer e Ana Viotti

O casal Andrea e José Olympio Pereira tem figurado nos últimos anos na lista de maiores colecionadores de arte do mundo, feita pela revista ArtNews. Também nos últimos anos, de forma independente, eles passaram a realizar exposições bianuais das obras de sua coleção, com recortes feitos por curadores convidados. A última, feita no ano passado no Galpão da Lapa, teve curadoria de Júlia Rebouças

Agora, a coleção ganha uma exposição no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro. A mostra, com obras selecionadas pelo curador Raphael Fonseca, apresenta um panorama dos últimos 40 anos da arte brasileira. Sob o título “1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira na coleção Andrea e José Olympio Pereira”, a exposição reúne 119 obras de 68 artistas e estará em cartaz até o dia 26 de julho.

Barbara Wagner e Benjamin de Burca, Como se fosse verdade. FOTO: Renato Parada

A Coleção Andrea e José Olympio Pereira tem cerca de 2500 obras e está centrada na produção de artistas brasileiros a partir da década de 40. Nessa exposição, é exibida uma seleção de obras que buscar chamar a atenção para a importância do colecionismo no Brasil. São obras de diferentes linguagens (pintura, instalação, escultura, vídeo e fotografia), divididas em oito salas expositivas do primeiro andar da instituição carioca, separadas por núcleos temáticos. O curador explica que “a ideia é que o público veja cada sala como uma exposição diferente e que tenha uma experiência distinta em cada uma delas. Os contrastes e a diversidade da arte brasileira serão visíveis a partir da experiência do espectador”.

Cada sala é norteada a partir de uma obra presente em cada um dos espaços. O curador explica que esses trabalhos guiam os temas e “criam um diálogo ao redor, sendo alguns mais literais e outros nem tanto”. Na segunda sala, por exemplo, a escultura Coluna de Cinzas, de Nuno Ramos, inicia uma conversa sobre “o tempo, sobre a morte e sobre a brevidade da vida”. Ela dialoga com obras como O peixe (2016), de Jonathas de Andrade, e Isto é uma droga (1971/2004), de Paulo Bruscky. Já na terceira sala, que abarca a maior quantidade de obras entre as oito, a pintura Costela de Adão (2013), de Marina Rheingantz, aponta para um mergulho no tema paisagem. Este espaço traz obras de nomes como Amelia Toledo, Ana Prata, Brigida Baltar, Claudia Andujar, Efrain de Almeida, Fabio Morais, Jaider Esbell, Janaina Tschape, Jorge Guinle, Leonilson, Lucas Arruda, Lucia Laguna, Marina Rheingantz, Mauro Restife, Paulo Nazareth, Rodrigo Andrade, Sandra Cinto, Vania Mignone e Waltercio Caldas.

Paulo Bruscky, Isto é uma droga, 1971-2004. FOTO: Cortesia do artista e da Galeria Nara Roesler


A instituição reabriu seu espaço físico após lockdown instituído na cidade, adotando várias medidas de segurança sanitária ao fazer adaptações, como entrada somente sob agendamento on-line, controle da quantidade de pessoas no prédio ao mesmo tempo, fluxo único de circulação, aferição de temperatura corporal na entrada e uso obrigatório de máscara! Além disso, o local disponibiliza álcool em gel e tem sinalizações no piso para controlar o distanciamento entre os visitantes.

1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira
Data: até 26 de julho
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro, Rio de Janeiro.
Mais informações: (21) 3808.2020